Presidente da Câmara de Salvador quer acabar com verba indenizatória

Verba de até R$ 7 mil mensais tem como propósito “custeio do mandato”.

Benefício já foi considerado irregular pelo Tribunal de Contas do Município.

Eleito nesta sexta-feira (2) com os votos de 28 dos 41 vereadores de Salvador, o novo presidente da Câmara Municipal, Alfredo Mangueira (PMDB), anunciou que a primeira proposta que fará será a extinção da verba indenizatória dos parlamentares. O benefício, de até R$ 7 mil mensais por vereador, tem como propósito o “custeio do mandato” (gastos como aluguel de carros e ações publicitárias).

Considerada irregular pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e pelo Ministério Público (MP), a verba foi o principal motivo de atrito entre o ex-presidente da Câmara Valdenor Cardoso (PTC) – que não conseguiu se reeleger e foi nomeado ouvidor da prefeitura – e o TCM, que há três anos reprova as contas da Casa e cobra do ex-vereador a devolução do benefício concedido.

Além da verba indenizatória, os vereadores da capital baiana têm direito a recursos mensais de R$ 22,3 mil para contratação de até 20 assessores. Há também o vale-combustível – R$ 2 mil por mês – e o direito a usar R$ 300 por mês com despesas de telefone celular, R$ 300 com aparelho fixo e R$ 350 para o envio de correspondências.

Os salários dos vereadores passaram de R$ 7.155,00 em dezembro, para R$ 9.288,00 a partir de janeiro, reajuste de 29,8%.

Fonte: Globo

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